21 dezembro 2008 ~ 0 Comments

INTERNET PELA REDE ELÉTRICA VIRA REALIDADE

 

A comercialização deve começar no primeiro trimestre de 2009

A tecnologia de acesso à internet banda larga usando redes de transmissão de energia elétrica já leva alguns anos em projetos e testes e, aos poucos, vem se tornando realidade no mercado de consumo brasileiro. Em novembro, a AES Eletropaulo Telecom demonstrou que já está preparada para a oferta comercial.

Embora ainda dependa de regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a fornecedora de infra-estrutura de telecomunicações espera começar a prestação do serviço no primeiro trimestre de 2009, focando o modelo de negócios nas operadoras e provedoras de acesso a internet.

A empresa investiu R$ 20 milhões na tecnologia, que integra a rede de fibra óptica à rede elétrica de baixa tensão, para distribuição da internet em edifícios – residenciais ou comerciais. A conexão com o computador concretiza-se por um modem ligado diretamente na tomada.

Fonte: Olhar Digital

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14 dezembro 2008 ~ 0 Comments

CÂMARA APROVA INTERROGATÓRIOS POR VIDEOCONFERÊNCIA

BRASÍLIA – A Câmara aprovou em 11/12/08, em votação simbólica, projeto de lei que permite o interrogatório de presos por meio de videoconferência.

A proposta, que vai à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, possibilita que, em situações excepcionais, o preso seja interrogado por videoconferência em casos de risco à segurança pública, às testemunhas e por doença do réu.

“Isso vai permitir uma economia enorme de recursos. Imagina quanto um Estado como o de São Paulo não vai economizar”, disse o relator da proposta, deputado João Campos (PSDB-GO). “Imagina os gastos com o deslocamento do Fernandinho Beira-Mar do presídio de Catanduvas, no Paraná, para o Rio de Janeiro”, observou o deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), ao defender o projeto.

No final de outubro, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional lei estadual que permitia o uso da videoconferência em interrogatórios no Estado de São Paulo. De acordo com o Supremo, esse procedimento deveria ser tratado por uma lei federal.

A lei aprovada hoje na Câmara é de autoria do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) – o projeto do petista foi votado no início de novembro pelo Senado. A proposta prevê que, quando não for possível o interrogatório no presídio ou por videoconferência, será requisitada a apresentação do réu em juízo.

Pela proposta, as partes serão intimadas com dez dias de antecedência para a realização de videoconferência. Antes do interrogatório, o preso poderá acompanhar, pelo mesmo sistema tecnológico, a realização de todos os atos da audiência única de instrução e julgamento. A sala de videoconferência será fiscalizada pelo juiz da causa, pelo Ministério Público e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O projeto prevê ainda que o réu terá acesso reservado ao telefone para comunicar-se com o seu defensor no presídio e o advogado na sala de audiência do fórum. O projeto também permite que as testemunhas que estejam fora da comarca sejam ouvidas por videoconferência.

Na quinta-feira passada, o projeto da videoconferência foi posto na pauta de votações da Câmara. Mas o deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) impediu a votação sob a alegação de que não conhecia o teor da proposta. O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Luiz Antonio Marrey, telefonou para o petista fazendo um apelo pela aprovação do projeto. “Eu expliquei que não tinha nada contra o projeto. Apenas queria saber do que se tratava. Não dá para ficar votando os projetos aqui no plenário, sem quase ninguém”, argumentou Biscaia.

No Senado, o projeto foi relatado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) que, em seu relatório, observou que o uso da videoconferência “tem despertado polêmicas no meio jurídico”. O presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D”Urso, por exemplo, é contra a medida. D”Urso alega que a videoconferência pode “intimidar” o preso, impedindo-o de se expressar com liberdade.

Fonte: Agência Estado

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14 dezembro 2008 ~ 0 Comments

CRISE AJUDA A RECRUTAR "LARANJAS" PARA FRAUDES NA WEB

A piora da economia parece ajudar fraudadores na Internet em uma de suas atividades mais difíceis: enganar as pessoas para que abram suas casas e contas bancárias e se tornem “laranjas” em esquemas de lavagem de dinheiro e bens roubados.

» Guerra está sendo perdida dentro de milhões de PCs
» Especialistas travam guerra contra redes de PCs zumbis
» Mais de 90% dos PCs foram invadidos no 1º semestre

Os golpes em si não são novidade. Eles são enviados em spams como “trabalhe em casa,” que prometem renda complementar excelente ajudando companhias a pagar clientes em outros países. O golpe pede que as vítimas abram novas contas bancárias com seus nomes, concordem em aceitar pagamentos anônimos e em encaminhar esses valores por transferência bancária, normalmente, para localidades da Europa oriental.

O esquema é a clássica lavagem de dinheiro com um toque de Internet. O dinheiro geralmente é real e uma parcela é prometida ao intermediário. O que esses intermediários podem não saber é que estão traficando ganhos ilícitos e ajudando criminosos a efetuarem pagamentos entre si sem revelar a fonte. E os laranjas têm normalmente o maior risco de prisão.

Usuários de computador experientes geralmente identificam o golpe. Mas pesquisadores em segurança dizem que as pessoas estão dispostas a assumir o risco enquanto o desemprego cresce e o volume de e-mails com o esquema aumenta.

“Quando as pessoas estão com medo de uma demissão ou preocupadas com as contas, elas podem encarar algo desse tipo de forma diferente do que fariam se as coisas estivessem lindas e maravilhosas,” disse David Marcus, diretor de pesquisa e comunicação em segurança da McAfee Inc.

Os anúncios para esses trabalhos se tornam cada vez mais convincentes, mas parte de sua sedução é a falta de detalhes que convence alguém com muita vontade de acreditar em dinheiro fácil de que a mensagem é legítima. Os cargos oferecidos geralmente incluem variações de “representantes de vendas internacionais” ou “gerentes de remessas.”

O relatório anual de crimes virtuais da McAfee, publicado na terça-feira pela empresa de segurança na Internet, afirma que 873 páginas de recrutamento foram encontradas na Grã-Bretanha na primeira metade de 2008, um aumento de 33% em relação ao mesmo período de 2007. Os dados foram compilados pela APACS, associação de serviços de pagamentos do Reino Unido.

Mais evidências surgiram de um estudo recente do Panda Security, fornecedor espanhol de softwares que registrou recorde nas mensagens relacionadas a empregos. Elas corresponderam a 0,31% de todo o spam de outubro, quase o triplo da proporção de agosto. A taxa de sucesso no recrutamento de laranjas aumentou 1,8% em outubro, de 0,5% em agosto.

A companhia rastreou esses números em parceria com outra grande firma de segurança, não identificada no relatório, que monitora as redes de laranjas em funcionamento. O Panda Security observou sete grandes operações na América do Norte. Os ataques a computador em geral cresceram drasticamente nos últimos meses.

A IBM afirma que o número de ataques diários registrados contra servidores e redes de computadores aumentou 30% nos últimos quatro meses, para mais de 2,5 bilhões de tentativas ao redor do mundo. “São números muito assustadores,” disse Gunter Ollmann, pesquisador-chefe em segurança da equipe da IBM, a X-Force.

Fonte: Terra Tecnologia

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14 dezembro 2008 ~ 0 Comments

AÇÕES POR CRIMES NA WEB CRESCEM 43 VEZES

SÃO PAULO – As ações legais ligadas a problemas na internet no Brasil cresceram de 400, em 2002, para mais de 17 mil atualmente, informou o Superior Tribunal de Justiça.

A lista de processos inclui crimes contra a honra – injúria, calúnia e difamação -, furtos, extorsão, ameaças, violação de direitos autorais, pedofilia, estelionato, fraudes com cartão de crédito e desvio de dinheiro de contas bancárias.

Apesar dos esforços para tipificar e punir os crimes cibernéticos – como o substitutivo do senador Eduardo Azeredo –, para uma parcela dos juristas, a internet não é terra sem lei. Eles defendem que mais de 95% dos crimes podem ser enquadrados na legislação atual, segundo o STJ.

“Os outros 5% para os quais faltaria enquadramento jurídico abrangem transgressões que só existem no mundo virtual, como a distribuição de vírus eletrônico, cavalos-de-tróia e worm”, diz o órgão de justiça em um texto publicado em seu site.

Espalhar boatos eletrônicos sobre pessoas pode se enquadrar no crime de difamação (artigo 139), por exemplo, e utilizar dados da conta bancária de outra pessoa para desvio ou saque de dinheiro pode se enquadrar em furto (artigo 155). O STJ destaca ainda que há artigos para punir injúria, crime contra honra e pedofilia, entre outros.

Crime e castigo

A Justiça gaúcha, por exemplo, que condenou um homem a pagar à ex-namorada indenização por danos morais no valor de R$ 30 mil por ter divulgado mensagens na web chamando-a de garota de programa.

Em Minas Gerais, um tribunal decidiu em favor de um empresário que teve seu negócio de criação de avestruzes difamado no Orkut.

Já o hacker Otávio Oliveira Bandetini foi condenado a 10 anos e 11 meses de prisão por desviar R$ 2 milhões de contas bancárias de terceiros.

Fonte: http://info.abril.com.br/aberto/infonews/112008/25112008-19.shl

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05 dezembro 2008 ~ 0 Comments

CRIMES VIRTUAIS MOVIMENTAM US$ 276 MILHÕES

Relatório Undergound Economy Report aponta que bens roubados e serviços relacionados a fraude movimentaram US$ 276 milhões no período de um ano. O montante refere-se aos dados coletados pela Symantec, entre os dias 1º de julho de 2007 até 30 de junho de 2008, nos servidores da economia virtual paralela.
Cartão de crédito é a categoria mais anunciada no mundo do cibercrime, respondendo por 31% do total dos bens e serviços, seguida pelas contas financeiras, cuja participação é de 20%. A América do Norte hospedou o maior número desses servidores, com 45%; Europa/Oriente Médio/África representaram 38%, seguidos por Ásia-Pacífico com 12% e América Latina com 5%.  As localizações geográficas dos servidores da economia paralela mudam constantemente para evitar a detecção.


Preços e potencial – Embora os números de cartão de crédito roubados sejam vendidos por valores baixos, entre US$0,10 e US$25 por cartão, a média de limite dos cartões de crédito roubados anunciados era de mais de US$ 4.000. A Symantec verificou também que o valor potencial de todos os cartões de créditos anunciados, durante o período de relatório, era de US$ 5,3 bilhões.

A popularidade de informações de cartão de crédito se deve porque são fáceis de usar para compras online, e geralmente é difícil para os vendedores e operadoras de cartão identificar e lidar com transações fraudulentas antes que os fraudadores completem essas transações e recebam seus bens. Além disso, informações de cartão de crédito são freqüentemente vendidas em pacotes (atacado), com descontos ou números gratuitos sendo oferecidos de acordo com o tamanho da compra.

Já contas financeira são vendidas por valores entre US$ 10 e US$ 1.000, o saldo médio das contas correntes anunciadas é de aproximadamente US$ 40.000. Calculando a média do saldo de uma conta bancária anunciada juntamente com o preço médio dos números de contas roubadas, o valor potencial de contas correntes anunciadas durante o período de relatório seria de US$ 1,7 bilhão. A popularidade de informações de contas bancárias deve-se provavelmente ao seu potencial de alto retorno, e à velocidade com que essas retiradas podem ser feitas.  Em um dos casos observados, o dinheiro foi transferido online em menos de 15 minutos para locais impossíveis de se rastrear.


Metodologia da pesquisa – Durante o período de relatório, a Symantec observou 69.130 diferentes anunciantes ativos, e um total de 44.321.095 mensagens anunciadas em fóruns piratas da economia paralela. O valor potencial do total de bens anunciados para os 10 maiores anunciantes foi de US$ 16,3 milhões em cartões de crédito e US$2 milhões em contas bancárias.  Além disso, o valor potencial dos bens anunciados pelo maior anunciante identificado pela Symantec durante o período de estudo foi de US$6,4 milhões. 

Fonte: Risk Report

Publicado em 24/11/08

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26 novembro 2008 ~ 0 Comments

LEI DE COMBATE À PEDOFILIA NA WEB É APROVADA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta noite, no Rio de Janeiro, a lei resultante do projeto de lei 3773/08, que aumenta as penas para crimes de pedofilia na Internet. O texto, que visa a suprir lacunas nas leis no meio virtual, passa a criminalizar quem armazena material pedófilo, o que não era previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O réu poderá ser condenado de 1 a 4 anos de prisão. As informações são da Agência Câmara.

O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 11 de novembro. Lula fez o anúncio da sanção da lei ao participar da abertura do 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, na capital fluminense.

Antes da aprovação do projeto de lei, o ECA previa pena de 2 a 6 anos de prisão para quem produzisse conteúdo pedófilo. Agora a pena será de 4 a 8 anos.

A grande novidade nessa tipificação é o aumento da pena de 1/3 se o agente comete o crime prevalecendo-se de relações domésticas, de coabitação ou hospitalidade; de qualquer parentesco até o terceiro grau; ou de autoridade, a qualquer título, sobre a criança; ou ainda com o seu consentimento.

O crime de venda de material contendo pedofilia também teve a pena aumentada de 2 a 6 anos para de 4 a 8 anos. A penalização para quem troca esse tipo de conteúdo passou de 2 a 6 anos para de 3 a 6 anos de prisão.

Aliciamento na web
Outra novidade do projeto de lei é a tipificação para o aliciamento de crianças e adolescentes por meio de salas de bate-papo. Segundo as autoridades, a prática é bastante comum e considerada a mais perigosa, pois por meio dela o pedófilo têm condições de marcar encontros com as crianças.

Essa prática não era considerada crime porque o ECA foi criado em 1990. Somente depois disso a Internet ganhou espaço e as salas de bate-papo se tornaram cada vez mais comuns.

Comunicação de abusos
O projeto de lei também prevê a comunicação de abusos feita de forma direta para a Polícia Federal e para o Ministério Público. Quando um usuário detectava indícios de pornografia infantil em algum site, ele comunicava o abuso diretamente ao provedor. Agora, o aviso do usuário chegará diretamente às autoridades, dando mais agilidade ao processo.

Além disso, a proposta estabelece que, quando as autoridades entrarem em contato com determinado provedor comunicando o abuso, o provedor terá que encerrar o acesso do usuário suspeito ao site e armanezar os dados para que a polícia tenha como encontrá-lo.

* Para verificar o inteiro teor do Projeto de Lei nº 3773/08 clique aqui.

Fonte: Redação Terra

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23 novembro 2008 ~ 0 Comments

V SEMANA DE TELEMÁTICA – 11º Centro de Telemática do EXÉRCITO BRASILEIRO – Curitiba/PR – Palestra sobre Espionagem Eletrônica, Aspectos Legais da Resposta a Incidentes e os Desafios da Segurança da Informação.

Fui convidada, representando o PPP Advogados, a participar da V SEMANA DE TELEMÁTICA do 11º Centro de Telemática do EXÉRCITO, localizado em CURITIBA/PR.

Ficamos muito honrados com o convite, e sendo assim, no dia 06/11/08 proferi uma palestra entitulada ESPIONAGEM ELETRÔNICA E OS DESAFIOS DA SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO”, abordando aspectos da Espionagem Eletrônica, Resposta a Incidentes, Crimes Informáticos, Cyberterrorismo e Segurança da Informação.

Maiores detalhes sobre o evento:

http://www.exercito.gov.br/05notic/paineis/2008/11nov/11ct.html

palestra_ExercitoCuritiba_061108

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23 novembro 2008 ~ 0 Comments

JUSTIÇA JÁ ACEITA PROVAS VIRTUAIS

Irmãozinho, conte comigo amanhã no fórum.” A mensagem, deixada em uma página pessoal do site de relacionamentos Orkut, foi suficiente para que a Justiça caracterizasse o falso testemunho de uma pessoa que havia negado haver uma relação de amizade com o réu de um processo trabalhista.

Em outra ação judicial, um vídeo exposto no site YouTube foi aceito pela Justiça do Trabalho como prova para que fosse mantida a demissão por justa causa de um funcionário da empresa Têxtil Tabacow. Situações como essas ilustram a expansão do uso de novas tecnologias como provas em ações judiciais – que, a julgar pelos primeiros casos que se tem notícia, estão sendo bem recebidas pelos juízes, a exemplo da já consolidada aceitação de e-mails como documentos em ações judiciais e da utilização de vídeos, essa já há mais tempo.

Nos últimos anos, e-mails vêm sendo amplamente aceitos como provas em processos trabalhistas – como acusações de assédio moral e sexual, por exemplo – e penais, em casos de vazamento de informações sigilosas de empresas em ações judiciais de concorrência desleal.

Agora, é a vez de os magistrados terem que lidar com o exame de novos tipos de “provas virtuais”. Como no caso julgado pela 1ª Vara do Trabalho de Piracicaba, no interior de São Paulo, em que um ex-auxiliar de expedição da Têxtil Tabacow tentava reverter sua dispensa por justa causa alegando que foi imotivada.

A demissão ocorreu porque a empresa tomou ciência de um vídeo no YouTube no qual o funcionário realizava manobras perigosas com uma empilhadeira da empresa sem sua autorização, colocando em risco equipamentos e vidas.

Ao analisar o vídeo, a juíza Elizabeth Priscila Satake Sato indeferiu o pedido do trabalhador por considerar que ele utilizou a máquina de forma indevida, “brincando” durante o horário de trabalho.

Segundo o advogado Fernando de Morais Pauli, do escritório Marcos Martins Advogados Associados, que defende a empresa, a nova prova pôde ser enquadrada no quesito “mau procedimento” do artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que trata da justa causa.

Dados e imagens armazenados no Orkut são outra novidade na hora de levantar provas contra réus ou mesmo impugnar depoimentos de testemunhas. Ao defender uma empresa em uma ação trabalhista, o advogado Guilherme Gantus, do escritório Gantus Advogados, mostrou ao juiz o registro de uma página no Orkut, que havia sido apagada, com depoimentos carinhosos de uma das testemunhas destinados ao reclamante, que tentava caracterizar o vínculo empregatício.

Em uma delas, inclusive, a testemunha fazia referência ao julgamento – como ela havia dito que não tinha nenhum laço de amizade com o trabalhador, o juiz acatou a prova, impôs ao trabalhador uma multa de R$ 2 mil por litigância de má-fé e determinou a apuração de crime de falso testemunho.

A decisão não é isolada. Em março, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região proferiu uma decisão contra onze alunos que ingressaram na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) por meio do sistema de cotas por considerar que se tratavam de pessoas de classe social privilegiada – a desembargadora levou em consideração fotos de viagens internacionais expostas pelos cotistas no Orkut.

Em outra ação defendida pelo advogado Fernando de Morais na 2ª Vara do Trabalho de Assis, em São Paulo, a Justiça aceitou o testemunho de uma depoente que participava da mesma comunidade que o réu no Orkut, por entender que, a despeito da modernidade da situação, o compartilhamento de comunidades pela internet não retrata intimidade suficiente que comprometa o depoimento.

As provas levantadas em casos de crimes eletrônicos, por sua própria natureza, envolvem cada vez mais o uso de tecnologias avançadas. “Todas as provas do meio físico estão migrando para o eletrônico e os juízes têm que se familiarizar com isso”, diz Rony Vainzof, do escritório Ópice Blum Advogados, especializado em crimes cibernéticos.

Segundo ele, em recentes ações judiciais acompanhados pela banca foi comum o acesso à internet por meio de celulares para a prática de fraudes bancárias ou o envio de dados sigilosos de empresas – já que desta forma é mais difícil rastrear o crime. O advogado conta que, em um caso ocorrido em Portugal, a Justiça aceitou como prova um “torpedo” enviado para o celular de um criminoso para condená-lo à prisão.

(…)

Já o advogado David Rechulski, da banca Rechulski e Ferraro Advogados, também especializado em cibercrimes, teve que comprovar, em uma ação judicial, que houve uma invasão na uma rede de internet sem fio de seu cliente para atestar que ele não participou de crimes pela rede. Segundo Rechulski, o processo ainda está em curso e foi demonstrado ao juiz que há softwares e vídeos no YouTube que ensinam usuários a quebrarem redes de segurança, operação que levaria apenas quatro minutos.

O avanço de softwares em áreas específicas também vem auxiliando a produção de provas – como no caso da maquete de uma empresa construída por meio de um software de arquitetura para uso na defesa de uma seguradora.

Segundo o advogado Ernesto Tzirulnik, da banca que leva seu nome e responsável pela produção da prova, a idéia é demonstrar ao juiz que a lista de bens apresentada pela empresa, após um incêndio, não era verídica. “Vamos levar a maquete ao Fórum João Mendes”, diz Tzirulnik.

Fonte: Valor Econômico, por Luiza de Carvalho

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05 novembro 2008 ~ 0 Comments

RECEITA DO CIBERCRIME SUPERA A DO COMÉRCIO MUNDIAL DE DROGAS

Consumidores americanos perderam algo em torno de 7 bilhões de dólares entre 2006 e 2007, em função de ataques de vírus, spyware e phishing, de acordo com a publicação Consumer Reports. Analistas da Trend Micro, especializados em crimes eletrônicos, calculam que no mundo essa receita ilegal chegue a mais de cem bilhões de dólares por ano – valor que ultrapassa o lucro do comércio global de drogas.

O crime virtual, praticado por meio da propagação de ameaças e malwares via web, tornou-se um negócio extremamente rentável. Números de cartões de créditos são vendidos (sem permissão) para qualquer pessoa, por valores que variam entre US$ 0,40 e US$ 20 cada. Detalhes de contas bancárias custam entre US$ 10 e US$ 1.000 por conta.

No mercado negro, um código malicioso como o Cavalo de Tróia – usado para roubar informações de contas acessadas pela web – pode ser comprado pela quantia de US$ 1.000 a até US$ 5.000. De acordo com a polícia nacional da Romênia, um grupo de criminosos virtuais consegue arrecadar pelo menos US$ 650 mil com uma ameaça phishing – usada para sacar dinheiro de caixas eletrônicos. Com uma ação desse tipo, um grupo alemão furtou US$ 6 milhões de bancos de quatro países.

Além do ganho financeiro, alguns cibercriminosos ainda propagam códigos maliciosos para ganhar fama no mundo virtual. Recentemente, o FBI prendeu oito pessoas na iniciativa denominada “Operação Bot Roast”, que até agora já contabilizou mais de US$ 20 milhões em perdas financeiras, com mais de um milhão de computadores infectados.

O número crescente de acessos à web contribui para a propagação das ameaças e malwares, que têm como principais conseqüências as perdas financeiras e de produtividade nas empresas.

Para combater o crescimento do submundo digital, a Trend Micro, líder em soluções de segurança para web, tem desenvolvido soluções inovadoras destinadas a oferecer a melhor proteção para empresas e consumidores – como o Trend Micro Smart Protection Network, uma infra-estrutura de proteção “cloud-client” que funciona por correlação de eventos e dados na nuvem.

Fonte: JBOnline

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05 novembro 2008 ~ 0 Comments

CRIMES SE MULTIPLICAM EM SITES DE RELACIONAMENTO

Mais de 90% das denúncias de crimes cibernéticos recebidas pela SaferNet Brasil é proveniente de sites de relacionamento como o Orkut

Parece improvável, mas muito do que se escreve nas páginas dos sites de relacionamento, como o Orkut, pode ser usado para arquitetar crimes. No “about-me” (“sobre mim”, na tradução para o português), muitas informações pessoais são divulgadas sem o devido critério. “A sociedade vive um momento de exibicionismo exacerbado. As pessoas divulgam a vida cotidiana com muita facilidade na internet, em especial nas redes de relacionamento. É importante que estas pessoas busquem ter um maior cuidado com os seus dados pessoais, onde residem, o número de documentos, os números telefônicos”, explica Vieira.

Em junho deste ano, a estudante Paula Souza levou um susto ao acessar seu perfil no Orkut. Imagens obcenas apareceram no lugar das fotografias do seu álbum, mensagens com palavrões e xingamentos foram enviadas aos amigos da rede de relacionamento. “Fiquei surpresa com toda aquela bagunça!”, conta.

A princípio, Paula tentou refazer o perfil no Orkut, mas não adiantou. Em uma hora, novos vídeos obscenos, inclusive montagens feitas com a imagem do rosto da garota, voltaram a aparecer na página. “Quem faz este tipo de coisa é uma pessoa sem maturidade. Ela usa do Orkut, que deveria ser algo que servisse para interagir e aproximar, para fazer maldades e criar inimizades”, opina.

No caso da estudante, a farsa do mundo virtual gerou problemas no mundo real. Apesar de muitas pessoas terem sido compreensivas e preocupadas com o que vinha acontecendo com a estudante, três amigas evitam falar com ela até hoje por conta do incidente.

“Mensagens pessoais e comprometedoras foram enviadas para uma amiga, que não aceitou a minha versão. Para ela, fui eu quem estava ali, mandando aquelas mensagens, destratando-a daquela forma”, relembra. O conteúdo tão pessoal das mensagens fez a desconfiança de Paula recair sobre alguém próximo. “Acredito que pode ter sido algum amigo do meu próprio Orkut que conseguiu a minha senha”, diz.

Foram três dias de nervosismo até o Orkut excluir o perfil. Três meses depois, Paula recriou uma nova identidade. Saiu dos quase 300 amigos que tinha, para apenas 50. E ela, que nunca acessava ao Orkut de lan-houses, apenas de casa ou do trabalho, passou a redobrar os cuidados com a internet.

“Antes eu tinha muitos amigos que não conhecia. Eram pessoas que me viam em comunidades, identificavam-se com meu perfil e pediam para adicionar. O que aconteceu serviu de lição. Agora só adiciono pessoas que realmente conheço, que moram próximo, pessoas da família e amigos da faculdade. Aprendi que adicionar qualquer pessoa pode ser muito perigoso. É por isso que eu não sei até quando irei manter este novo perfil”, revela.

De acordo com dados da SaferNet Brasil, associação civil de direito privado que lida diretamente com delitos praticados no ciberespaço, o Orkut é, atualmente, um dos principais locais da rede em que se praticam crimes. Neste primeiro semestre, das 9.068 denúncias de apologia e incitação a crimes contra a vida, recebidas pela Safernet, 8.763 são advindas do Orkut. Só nos meses de janeiro a junho de 2008, a Safernet recebeu mais de 44 mil denúncias, número 52,2% maior que o das acusações feitas no mesmo período do ano passado. 

Segundo o advogado Thiago Vieira, a internet é uma moderna e eficiente ferramenta de relacionamento com amigos, mas também é um terreno onde não existe o direito ao esquecimento. “Uma fotografia publicada na internet, dificilmente vai ser eliminada depois”, ressalta.

Fonte: iBahia.com

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