18% DOS USUÁRIOS NÃO TÊM NENHUMA PROTEÇÃO ANTIVÍRUS
Com o intuito de traçar um perfil dos usuários de internet e suas experiências com o cybercrime, a AVG, empresa especializada em antivírus, realizou uma pesquisa envolvendo 9 mil usuários de 9 países, entre eles EUA, França, Brasil, Espanha, Suécia, Rep. Tcheca, Austrália, Alemanha e Itália. O resultado foi apresentado ontem durante o segundo dia de atividades do CNASI – Congresso Latino-Americano de Auditoria de Sistemas, Segurança da Informação e Governança.
Um dos principais dados apontados pelo levantamento foi o fato de 18% dos entrevistados no mundo não utilizarem nenhum recurso de proteção antivírus. Dos que usam, a solução mais citada foi o Norton, com 20%; seguido pelo AVG, com 16% e pelo Avast, 16%.
Com relação ao prazo em que estas soluções de segurança foram adotadas, no Brasil a maioria dos usuários (52%) instalaram algum aplicativo de proteção há apenas 1 ano, enquanto em países como Estados Unidos, Austrália e França foram os países que na lista estão com instalações de antivírus mais antigas.
CYBERCRIME
O cybercrime foi outro fator abordado pela pesquisa. No Brasil, por exemplo, 44% dos usuários, após serem vítimas de algum tipo de roubo ou invasão por vírus pela internet, perceberam a necessidade de segurança e de estarem alerta aos perigos da rede. Comparado aos outros oito países que participaram do levantamento, o Brasil foi o que apresentou maior porcentagem, seguido pela Alemanha (42%), Espanha (41%), EUA (40%).
A compreensão sobre o conceito da palavra também foi avaliada e, para a maioria dos entrevistados, qualquer forma de roubo que ocorre na internet ou nos computadores de rede pode ser considerado um cyber roubo. No entanto, para alguns países, como Itália, França e Rep. Tcheca, o cybercrime é considerado apenas como o roubo de identidade e informações pessoais.
Os usuários de Internet nos EUA se sentem bastante explorados pelo cybercrime, (57%), já no restante dos países pesquisados, embora haja preocupação com o ambiente virtual, os riscos com os crimes da vida real ainda prevalece.
Espanha, França e Itália são os países em que as pessoas se consideram com maior falta de informação sobre cyber roubo e os usuários na Alemanha e nos EUA, por outro lado, acreditam que possuem informações suficientes sobre o assunto.
Durante sua exposição, Miranda explicou ainda que no Brasil, como em outros países do mundo, a navegação em sites aparentemente inofensivos é o novo foco dos criminosos cibernéticos. “As pessoas precisam estar cientes que qualquer site, até mesmo os considerados idôneos, como de bancos ou outras instituições, podem oferecer riscos. Os hackers hoje tentam de maneiras diversificadas e inovadoras passarem despercebidos para capturar as informações ou instalar vírus nas máquinas que tiverem falhas de segurança”, explica.
Fonte: Decision Report
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