PROCESSOS JULGADOS POR CRIMES DE INTERNET DUPLICAM EM 2007
PROCESSOS JULGADOS POR CRIMES DE INTERNET DUPLICAM EM 2007
Fontes:
- DCI (www.dci.com.br)
- Clipping AASP (http://www.aasp.org.br/aasp/imprensa/clipping/cli_noticia.asp?idnot=1996)
Condenações
Segundo o advogado Rony Vainzof, a divulgação de que a Justiça tem condenado os funcionários que praticam o ato ilícito e que a internet não é mais um mundo sem lei, tem estimulado as empresas em apurar o ocorrido e, se for o caso, entrar com processo contra o acusado.
Mesmo sem lei específica para a internet, os crimes cometidos podem ser enquadrados no Código Civil e/ou Penal, dependendo do caso em questão. Na opinião de Vainzof, se existem provas de que a informação partiu de determinado funcionário, a condenação na Justiça é quase certa.
Ele conta por exemplo, o caso de uma empresa de software que conseguiu recolher provas s nas caixas de e-mail da empresa de que essas informações sigilosas partiram de um ex-funcionário. Após isso, conseguiram um mandado judicial para fazer busca e apreensão na casa do suspeito para detectar novas provas e, por meio de uma liminar, o funcionário ficou proibido de continuar divulgando informações sob pena de multa de R$ 10 mil.
Muitas vezes o funcionário que comete o ato ilícito se desliga da empresa, segundo o advogado, o que levanta mais uma suspeita ao investigar o caso.
Advocacia preventiva
Muitos dos casos de vazamento de informação poderiam ser evitados com políticas preventivas de empresas na área administrativa e judicial. A preocupação para evitar esses transtornos também tem aumentado, segundo o advogado. Ele conta que a maior parte da demanda do escritório é de consultoria preventiva . A idéia é fazer com que a empresa adote políticas de proteção a informação. “se a empresa não tiver os dados protegidos fica muito fácil que o funcionário possa obter informações e emitir a terceiros”.
Por isso, além de cuidados na área de tecnologia como o monitoramento de e-mails, a empresa também deve ter cautela ao contratar pessoas para as áreas de tecnologia de informação, jurídico e recursos humanos. ” Essas pessoas têm que ser de confiança, já que muitas das informações ficam sob o monopólio deles. O pessoal de tecnologia, por exemplo, tem todas as chaves para autorizar acesso a cada dispositivo na Internet “.
Outra sugestão dada pelo advogado é que a empresa faça um regulamento informando os funcionários de que os e-mails e os sites são monitorados, o que coíbe a prática de crimes pela internet e ao mesmo tempo auxilia caso haja um processo por conta de uma contravenção, já que o funcionário estava ciente de que estava sendo monitorado.
O advogado também recomenda que a empresa faça os funcionários assinarem um termo de compromisso de confidenciabilidade e não concorrência para que tenham conhecimento de que seria ilícito passar informações.
Para Renato Opice Blum , do Opice Blum Advogados, o número de processos com relação a crimes na internet representa uma média muito acima de todos os países da União Européia, onde existe legislação específica para este tipo de crime.
Segundo ele, o que falta hoje no Brasil é conscientização preventiva da segurança da informação. O especialista sugere que as organizações façam o controle de acesso, solicitem a identificação, autenticação e autorização individuais, ofereça o mínimo de acesso e segregue o uso de acordo com a função.
Adriana Aguiar
Cintia Esteves
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