Polícias do Rio e SP firmam acordo para investigar crimes digitais
Fonte: http://www.tiinside.com.br/Filtro.asp?C=265&ID=79416
23 de Outubro de 2007, 19h17
De acordo com os delegados, após crimes contra a honra, os mais comuns são as fraudes bancárias (internet banking) e no comércio eletrônico (pagamento de compras online com cartões de crédito). Eles destacam como principais dificuldades atualmente nas investigações e punições dos crimes eletrônicos ao fato de as polícias não terem acesso a recursos técnicos de ponta – enquanto os criminosos têm –, a falta previsão legal específica, a dificuldade de obter provas, a necessidade de reunir muitas testemunhas, além de muitas empresas acabarem não denunciando os criminosos para não perder credibilidade, entre outros obstáculos.
De acordo com o delegado Martins Júnior, muitas empresas não passam ou tardam a repassar os dados cadastrais de usuários alvo de denúncias. “Isso atrapalha muito as investigações. Acaba-se confundindo dados cadastrais com sigilo das conversas das pessoas e dos dados transmitidos por e-mail. Queremos saber apenas em que nome está aquela conta e qual o endereço. Apenas isso”, disse.
Lei específica
Está parado no Senado um projeto de lei que tipifica os crimes eletrônicos, de autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). “Hoje não há legislação própria. O país conta apenas com artigos que foram acrescentados ao Código Penal”, explicou Renato Opice Blum, advogado especializado na área e coordenador do Grupo de Direito da Tecnologia da Amcham.
Segundo ele, a aprovação da matéria é fundamental para que haja enquadramento de algumas condutas. “Por exemplo, não é possível hoje punir alguém que invade um sistema e não causa prejuízo. Da mesma forma, não dá para fazer nada quando alguém cria um vírus e não o dissemina, apesar do alto risco. São questões que merecem uma proteção mais adequada.”
O Grupo de Direito da Tecnologia da Amcham, que teve a primeira reunião na segunda-feira discutirá propostas de novas leis e também a adequação da legislação existente para o tema. Os fóruns debaterão o que os tribunais tratam em relação a crimes eletrônicos e privacidade, além das questões da perícia e do documento eletrônico.
Com informações da Agência Amcham.
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